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Conflito no Médio Oriente: Balanço de vítimas no Líbano ascende aos três mil mortos
Publicado em 18/05/2026 18:16
International
Foto:Direitos Reservados

Beirute, 18 de maio de 2026 (Lusa) — O Ministério da Saúde do Líbano confirmou hoje que o número de vítimas mortais no país, decorrente dos ataques israelitas no âmbito do conflito com o Hezbollah, atingiu a marca dos três mil desde o início de março. O relatório oficial detalha um cenário humanitário dramático, contabilizando entre os mortos 211 menores e 116 profissionais de saúde, além de 9.273 feridos e mais de um milhão de cidadãos deslocados.

O agravamento do balanço surge numa altura em que as hostilidades no terreno continuam ativas, apesar do cessar-fogo teoricamente em vigor desde 17 de abril. Esta trégua resulta de negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos e foi recentemente prolongada por mais 45 dias, estando já agendadas novas rondas de diálogo político para o início de junho e uma reunião militar no Pentágono a 29 de maio. Contudo, o Hezbollah recusa reconhecer o processo diplomático. Na prática, Israel mantém os bombardeamentos e as operações terrestres no sul do Líbano, enquanto o grupo xiita pró-Irão prossegue com os disparos contra as tropas e o território israelita — uma dinâmica violenta que já causou mais de 400 mortos só desde o início formal da trégua.

Perante a fragilidade do acordo, a presidência libanesa, liderada por Joseph Aoun, comprometeu-se a fazer "o impossível" para travar o conflito, exigindo a Washington garantias e a criação de um mecanismo de verificação independente para evitar o colapso das conversações. O foco de Beirute centra-se na retirada total das forças israelitas e no repatriamento dos deslocados. Em contrapartida, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, ameaçou transformar os combates "num inferno" para Israel, enquanto Telavive reitera o aviso de que intervirá diretamente caso o Estado libanês não consiga desarmar e controlar as milícias no seu território.

O atual teatro de guerra remonta ao início de março, altura em que o Líbano foi arrastado para a instabilidade regional após o reacendimento dos ataques do Hezbollah contra Israel, no rescaldo do conflito mais amplo despoletado no final de fevereiro entre os Estados Unidos, Israel e a República Islâmica do Irão. Nas negociações indiretas que mantém com a administração norte-americana, Teerão tem insistido que qualquer cessar-fogo duradouro no Golfo terá, obrigatoriamente, de abranger a cessação dos ataques israelitas em solo libanês.

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