Washington, 19 mai 2026 (Lusa) — As autoridades de San Diego, no sudoeste dos Estados Unidos, informaram que um dos adolescentes envolvidos no ataque que resultou em três mortos na maior mesquita da cidade subtraiu três armas de fogo da residência da mãe antes de perpetrar a agressão.
Os detalhes foram avançados em conferência de imprensa pelo chefe da polícia de San Diego, Scott Wahl. Segundo o responsável, a mãe do suspeito, de 17 anos, contactou as autoridades após dar pela falta do filho, de uma viatura e de várias armas que estavam guardadas na habitação da família.
Wahl explicou que o facto de o jovem ter em seu poder três armas de fogo colocou os investigadores em alerta máximo, elevando o nível de avaliação de risco durante as diligências de busca que foram acionadas de imediato.
A polícia escusou-se a confirmar formalmente se se trata do mesmo suspeito, mas revelou que um dos adolescentes envolvidos deixou uma nota de suicídio. O documento, localizado pela mãe, continha declarações de cariz supremacista racial.
A investigação apurou ainda que um dos agressores tinha ligações à escola secundária Madison, um estabelecimento de ensino situado a cerca de 1,6 quilómetros do local do crime. Nesta fase, as forças de segurança encontram-se a executar mandados judiciais para realizar buscas minuciosas às residências dos jovens envolvidos.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já reagiu ao sucedido, classificando o ataque como terrível e anunciando que haverá uma sessão de esclarecimento oficial sobre o caso, a qual será conduzida pelo diretor do FBI, Kash Patel.
Embora as três vítimas mortais já tenham sido identificadas e as respetivas famílias notificadas, as autoridades indicaram que os trâmites legais e de verificação vão demorar alguns dias, pelo que as identidades só serão tornadas públicas após a conclusão desse processo.