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Presidente da CGD exige criação de um fundo de catástrofes
Publicado em 19/05/2026 18:55
Economia
Foto:António Pedro Santos

Coimbra, 19 mai 2026 (Lusa) — O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, considerou hoje "fundamental" a criação de um fundo de catástrofes, associado ao alargamento dos seguros obrigatórios, como ferramenta essencial para prevenir e gerir situações de calamidade.

Numa mensagem de vídeo gravada para a abertura de uma conferência em Coimbra, promovida pela CGD, o gestor defendeu que este fundo deve envolver múltiplas entidades e sugeriu que o Estado apoie os cidadãos financeiramente mais vulneráveis no pagamento destas coberturas. Para Paulo Macedo, o financiamento público deve ser complementado por apoios bancários a famílias e empresas viáveis que necessitem de recuperar habitações ou negócios afetados.

A conferência contou ainda com a intervenção do antigo ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, que alertou para a necessidade de soluções sustentáveis e de base natural, criticando a tendência de responder a cheias com a construção imediata de barragens. Matos Fernandes apelou à intransigência na ocupação de leitos de cheia para aumentar a resiliência do território.

O debate sobre a gestão de crises reuniu diversos especialistas na Universidade de Coimbra. O economista José Reis apontou falhas no modelo atual de governação dos recursos, enquanto o jurista Pedro Costa Gonçalves sublinhou o enorme desafio que o Direito enfrenta perante cenários de exceção e a angústia dos decisores políticos.

No encerramento do painel, a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, defendeu a criação de um nível de governação intermédio entre os municípios e o Executivo central para acelerar respostas. A autarca afirmou que a legislação dos eleitos locais está desatualizada face à real responsabilidade dos presidentes de câmara no terreno, concluindo que a proteção civil exige um trabalho contínuo ao longo de todo o ano.

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