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Rubio discute com Guterres esforços para bloquear “ações ilegais” em Ormuz
Publicado em 20/05/2026 09:02
International
Foto:Lusa

Nações Unidas, 19 mai 2026 (Lusa) – O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, discutiu hoje com o secretário-geral da ONU, António Guterres, os esforços do Governo de Donald Trump para pôr fim às “ações ilegais” do Irão no estreito de Ormuz. O encontro decorreu um dia após as autoridades iranianas anunciarem oficialmente a criação da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), que permitirá a cobrança de portagens a embarcações e considerará ilegal a passagem sem autorização prévia.

Guterres expressou a sua oposição a qualquer entidade específica que restrinja a liberdade de acesso àquela via marítima e defendeu novamente que não deve haver restrições à navegação em alto mar. Em comunicado, o Departamento de Estado norte-americano acrescentou que Rubio alertou ainda para os esforços de Washington no sentido de impedir a colocação ilegal de minas navais por parte de Teerão no estreito de Ormuz.

Atualmente, os Estados Unidos e o Irão encontram-se envolvidos num processo de diálogo mediado pelo Paquistão, embora as divergências tenham impedido uma nova ronda de negociações em Islamabad. O bloqueio do estreito e a recente apreensão de navios iranianos na região estão entre os motivos citados por Teerão para não comparecer às conversações, uma vez que considera as ações norte-americanas uma violação do cessar-fogo assinado a 8 de abril e prorrogado indefinidamente por Trump.

Ainda sobre a conversa que manteve com Guterres, Rubio indicou que foi debatida a necessidade de avançar para uma organização mais eficaz, eficiente e responsável na ONU, focada na paz mundial. O chefe da diplomacia dos EUA aproveitou também para apoiar a candidatura de Luke Lindbergh para diretor-executivo do Programa Alimentar Mundial (PAM), argumentando que a sua nomeação é essencial para garantir a transparência da agência.

No plano humanitário, os dois líderes discutiram os esforços de coordenação e resposta dos Estados Unidos ao surto de Ébola na República Democrática do Congo e no Uganda. Rubio destacou a rapidez com que Washington mobilizou recursos para apoiar as equipas de saúde no terreno em ambos os países africanos.

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