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PS assegura voto contra a reforma laboral e acusa Governo de desconsiderar parceiros sociais
Por Redação
Publicado em 22/05/2026 08:28
Nacional
Foto:António Pedro Santos

Lisboa, 21 de maio de 2026 — O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, anunciou formalmente que a bancada socialista vai chumbar a proposta de alteração à legislação laboral apresentada pelo executivo. Em conferência de imprensa na sede do partido, o líder da oposição atacou duramente o Governo, acusando-o de ignorar os parceiros sociais e de avançar com uma "contrarreforma" que penaliza a estabilidade laboral.

Conforme avança a agência Lusa, José Luís Carneiro apontou o dedo a uma suposta "gritante insensibilidade" da proposta governamental, sublinhando que as medidas penalizam sobretudo os jovens ao empurrá-los para a precariedade. O dirigente socialista destacou ainda os impactos negativos na conciliação entre a vida profissional e familiar, focando-se nas famílias com crianças até aos 12 anos e nas mães em período de amamentação. Para o líder do PS, o diploma ameaça fazer o país recuar décadas em termos de direitos e evolução social.

Como resposta ao facto de o Governo ter levado o documento ao Parlamento sem um consenso na Concertação Social, Carneiro prometeu avançar na próxima semana com uma proposta alternativa "mais lata". Este plano dos socialistas pretende relançar o diálogo social e focar-se em eixos como a produtividade das empresas, a valorização dos ordenados e a formação contínua dos trabalhadores. No âmbito desta estratégia, o líder partidário tem mantido reuniões com várias confederações patronais e sindicatos, incluindo a UGT e a CGTP.

O secretário-geral do PS aproveitou ainda o momento para alertar que um possível aumento do salário mínimo para os 1.600 euros, caso seja colocado na mesa das negociações, não passará de uma "moeda de troca" ilusória para camuflar a perda de direitos a longo prazo. De acordo com os dados partilhados pela Lusa, José Luís Carneiro aproveitou também para criticar as recentes declarações da ministra do Trabalho sobre o Presidente da República, António José Seguro, classificando as palavras da governante como "profundamente infelizes".

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