MENU
Centros de saúde registam menos 767.413 consultas presenciais no ano passado
Por Redação
Publicado em 22/05/2026 10:03
Nacional
Foto:Direitos Reservados

Lisboa, 22 de maio de 2026 — Os cuidados de saúde primários em Portugal sofreram uma quebra acentuada na atividade presencial ao longo do último ano, contabilizando-se uma redução de 767.413 consultas médicas face ao período homólogo. Os dados constam de um relatório de monitorização divulgado hoje pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS), que justifica esta quebra com uma "reconfiguração da atividade", marcada pelo crescimento do atendimento não presencial (por telefone ou vias digitais) e das consultas efetuadas ao domicílio.

De acordo com as conclusões do regulador, avançadas pela agência Lusa, o decréscimo das consultas presenciais foi transversal a quase todo o país, afetando 35 das 39 Unidades Locais de Saúde (ULS) de Portugal continental. No entanto, houve quatro exceções regionais onde este indicador subiu: Entre Douro e Vouga (com uma subida expressiva de 10,4%), Nordeste (5,5%), Baixo Mondego (4,6%) e Coimbra (1%). No extremo oposto, as maiores quedas nos consultórios foram sinalizadas nas ULS da Região de Aveiro (-16,8%), Médio Ave (-9,7%) e de São João (-9,6%).

O documento da ERS analisado pela Lusa revela também assimetrias geográficas profundas no índice relativo de atividade assistencial — a métrica que compara a quantidade de consultas por cada 1.000 habitantes. Os rácios mais preocupantes e abaixo da média nacional concentram-se na região da Grande Lisboa, com destaque para as ULS de Lisboa Ocidental, São José, Santa Maria e Loures-Odivelas. Em contrapartida, as ULS do Alentejo Central, Castelo Branco e Alto Alentejo posicionaram-se com os valores de desempenho mais elevados, claramente acima da média registada no continente.

Comentários