Lisboa, 26 mai 2026 (Lusa) — O Ministério Público defendeu esta terça-feira que a execução da pena de prisão aplicada a Ricardo Salgado deverá ser suspensa, devido ao estado de saúde do antigo banqueiro, diagnosticado com doença de Alzheimer.
Durante a sessão realizada no Tribunal Central Criminal de Lisboa para definir a pena conjunta dos processos EDP e Operação Marquês, o procurador Rui Batista considerou que “seria inútil sujeitar a uma pena alguém que não a compreende”.
O Ministério Público propôs uma pena única entre 10 e 11 anos de prisão, mas entende que o cumprimento deverá ficar suspenso, tendo em conta o relatório pericial divulgado na última semana.
Segundo a perícia médica, Ricardo Salgado encontra-se incapaz de perceber o significado da pena, bem como os motivos e a finalidade do cumprimento da condenação.
O ex-presidente do Banco Espírito Santo, atualmente com 81 anos, foi condenado a seis anos e três meses de prisão no processo EDP e a oito anos no âmbito da Operação Marquês.
A decisão do tribunal sobre a pena conjunta será conhecida no próximo dia 2 de junho.