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Rubio revela aviso de Moscovo sobre possível agravamento da situação em Kiev
Secretário de Estado norte-americano diz que Lavrov alertou para uma escalada que poderá tornar a capital ucraniana “muito perigosa”.
Por Redação
Publicado em 26/05/2026 19:33
International
Foto:Lusa

(Lusa) - O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, o informou diretamente de que a cidade de Kiev poderá tornar-se “um lugar muito perigoso”, num contexto de intensificação da guerra na Ucrânia.

As declarações foram feitas em Nova Deli, durante uma visita oficial, nas quais Rubio explicou que recebeu o aviso num telefonema pessoal ocorrido na segunda-feira, no âmbito de contactos diplomáticos entre Washington e Moscovo.

Segundo o responsável norte-americano, o alerta transmitido pela diplomacia russa foi acompanhado de uma mensagem mais ampla dirigida não só aos Estados Unidos, mas também a outras representações diplomáticas estrangeiras presentes na capital ucraniana.

Rubio sublinhou que Kiev “já é um lugar muito perigoso há vários anos”, acrescentando que o risco em conflitos prolongados passa sempre pela possibilidade de escalada.

O secretário de Estado norte-americano referiu ainda que não existem negociações imediatas previstas entre as partes, mas afirmou que os Estados Unidos continuam disponíveis para desempenhar um papel de mediação caso surja uma oportunidade.

“Os Estados Unidos estão prontos e preparados para fazer tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar a facilitar o fim desta guerra”, afirmou, segundo declarações citadas pela agência Lusa.

Em reação, o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, classificou as declarações russas como uma “provocação descarada” e criticou a divulgação pública de ameaças contra Kiev.

O chefe da diplomacia ucraniana alertou ainda para a necessidade de os parceiros internacionais enviarem sinais firmes a Moscovo para travar uma eventual escalada militar.

A informação foi divulgada pela agência Lusa com base em declarações oficiais do Departamento de Estado norte-americano e posições de responsáveis ucranianos e russos.

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