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Carneiro exige "comportamentos irrepreensíveis" a titulares de cargos do PS
Líder socialista admite impacto da operação "Imergente" na imagem do partido e anuncia a criação de um código de ética interno.
Por Redação
Publicado em 30/05/2026 16:19
Nacional
Foto:José Coelho / Lusa

Resende, Viseu, 30 mai 2026 (Lusa) — O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, exigiu este sábado comportamentos “irrepreensíveis” a todos os que exercem funções em nome do partido, defendendo elevados padrões éticos, morais e legais no exercício de cargos de responsabilidade.

À margem de uma visita à Festa da Cereja, em Resende, José Luís Carneiro reagiu à operação “Imergente”, investigação da Polícia Judiciária relacionada com suspeitas de crimes económico-financeiros em adjudicações de contratos por autarquias e juntas de freguesia.

O líder socialista considerou que a situação representa um momento difícil para o partido e lembrou que quem assume responsabilidades em nome do PS representa milhares de militantes e simpatizantes em todo o país. Por isso, defendeu uma postura de total exigência no cumprimento da legalidade e dos princípios éticos.

Carneiro sublinhou ainda que a ética deve ir além das obrigações legais, considerando que os titulares de cargos políticos e partidários devem adotar comportamentos compatíveis com os valores e a responsabilidade pública que representam.

O secretário-geral anunciou também que o PS pretende avançar com a criação de um código de ética e de uma comissão responsável pela sua aplicação. A medida integra uma proposta aprovada em congresso e deverá ser incorporada nos estatutos do partido através de uma revisão estatutária.

José Luís Carneiro reconheceu que casos como este afetam a imagem do PS, defendendo uma maior cultura de transparência, prestação de contas e responsabilização de dirigentes e eleitos socialistas.

A operação “Imergente” investiga contratos adjudicados por várias autarquias, num processo que envolve suspeitas de crimes económico-financeiros e que já levou à constituição de quatro arguidos, sujeitos a medidas de coação determinadas pela Justiça.

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