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BE apela à adesão à greve geral e defende novo Código do Trabalho
José Manuel Pureza pede mobilização de trabalhadores sindicalizados e não sindicalizados para a paralisação de 3 de junho e defende a construção de uma alternativa ao pacote laboral do Governo.
Por Redação
Publicado em 31/05/2026 02:46 • Atualizado 31/05/2026 02:48
Nacional
Foto:António Cotrim

Lisboa, 31 de maio de 2026 (Lusa)  – O coordenador do Bloco de Esquerda (BE), José Manuel Pureza, apelou hoje à mobilização de todos os trabalhadores para a greve geral marcada para a próxima quarta-feira e defendeu a criação de um Código do Trabalho alternativo que proteja os direitos laborais.

Após uma reunião da Mesa Nacional do partido, realizada durante uma ação na Feira do Livro de Lisboa, o dirigente bloquista criticou as alterações laborais propostas pelo Governo, considerando que representam uma “agressão” e uma “humilhação” para os trabalhadores.

José Manuel Pureza sustentou que a greve geral constitui um momento decisivo na contestação ao pacote laboral do executivo PSD/CDS, defendendo uma forte participação de trabalhadores sindicalizados e não sindicalizados. O líder do BE sublinhou ainda a necessidade de unidade entre as diferentes forças e estruturas sindicais para garantir a derrota da proposta governamental.

O coordenador do partido afirmou que o combate às alterações laborais continuará no Parlamento, onde a proposta iniciará agora a sua tramitação, defendendo a construção de um novo Código do Trabalho através de um processo plural e sem sectarismos.

Questionado sobre a não adesão da UGT à greve geral convocada pela CGTP-IN, José Manuel Pureza insistiu na importância da união de todos os trabalhadores, independentemente da filiação sindical.

O dirigente mostrou-se convicto de que a greve geral terá uma forte adesão e será acompanhada por concentrações e manifestações, transmitindo uma imagem de força contra as medidas propostas pelo Governo.

Durante a intervenção, José Manuel Pureza abordou também a situação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), alertando para a falta de recursos humanos, equipamentos e investimento. Segundo o responsável bloquista, a insuficiência de meios compromete a capacidade de resposta do SNS e afeta a segurança da população.

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