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Fenprof acusa Governo de pressionar escolas durante a greve
Sindicato denuncia "pressões ilegais" para forçar a realização das provas do 6.º ano. Ministério da Educação remete-se ao silêncio.
Por Redação
Publicado em 08/06/2026 19:48
Nacional
Foto:Manuel de Almeida

Lisboa, 08 jun 2026 (Redação) — A Fenprof denunciou hoje várias situações de pressão sobre os diretores escolares para garantir, "a qualquer custo", a realização das provas de aferição do 6.º ano durante a greve geral da passada quarta-feira.

Segundo o sindicato, houve escolas pressionadas para transferir alunos para outros estabelecimentos e para manter os exames sem as condições de vigilância exigidas por lei. A federação sindical está a reunir provas para avançar com queixas na Inspeção-Geral da Educação e no Ministério Público. O Ministério da Educação, confrontado com estas acusações, ainda não emitiu qualquer esclarecimento.

Recorde-se que o protesto contra a reforma laboral impediu mais de metade dos alunos do 6.º ano de realizar a prova de Português, que acabou por ser adiada para a próxima terça-feira.

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