Washington — A Casa Branca desencadeou uma nova vaga de instabilidade nas relações internacionais após o presidente Donald Trump ter anunciado decisões drásticas que afetam simultaneamente o Médio Oriente e a União Europeia. Numa reviravolta que promete escalar as tensões globais, os Estados Unidos declararam o fim imediato do cessar-fogo que mantinham com o Irão, ao mesmo tempo que colocaram Espanha sob a mira de severas sanções económicas.
A rutura com Teerão foi justificada pelo governante norte-americano através de um discurso direto e invulgarmente agressivo, no qual classificou os líderes políticos e religiosos do Irão como "escumalha", fechando a porta a qualquer via diplomática. Com o fim do entendimento bilateral, Washington sinaliza um regresso à política de "pressão máxima", deixando a comunidade internacional em alerta para o risco de novos confrontos na região.
Quase em simultâneo, o foco da administração norte-americana virou-se para a Europa, com Trump a ameaçar cortar "todas as relações comerciais" com Espanha. Embora as motivações exatas por trás desta rutura económica com Madrid não tenham sido detalhadas de imediato, a ameaça de um bloqueio comercial total gerou apreensão nos mercados financeiros e nos parceiros europeus, que tentam agora perceber o alcance e as consequências reais de uma retaliação desta escala contra um aliado histórico da NATO.
Fonte - Lusa