Uma greve dos trabalhadores não docentes levou este sistema educativo ao sobressalto, forçando o fecho de dezenas de escolas de vários graus de ensino em diversos distritos do país. A paralisação, convocada pelas estruturas sindicais do setor, resultou no cancelamento de aulas e no encerramento de serviços essenciais, como cantinas, secretarias e apoio às bibliotecas.
Entre as principais reivindicações da classe estão a valorização remuneratória, a melhoria das condições de trabalho e a revisão das carreiras profissionais. Os sindicatos exigem ainda o reforço urgente dos quadros de pessoal, alertando para a escassez crónica de funcionários nos estabelecimentos de ensino, situação que — segundo as organizações representativas — compromete o normal funcionamento das escolas e a segurança dos alunos.
Durante a manhã, a adesão ao protesto fez-se sentir com especial incidência em vários concelhos do país, onde muitos encarregados de educação foram surpreendidos pelo fecho dos portões das escolas à chegada.
A paralisação volta a colocar no centro do debate público a falta de recursos humanos no setor da educação e a necessidade de respostas por parte da tutela para garantir a estabilidade do ano letivo.
Fonte - Lusa