O ano de 2026 deverá trazer uma descida da inflação para 2,1% e um novo alívio no IRS, mas as famílias vão continuar a sentir aumentos em vários bens e serviços essenciais.
Entre os principais aumentos previstos estão as rendas, telecomunicações, bilhetes de transportes e portagens, que podem acompanhar ou mesmo superar a inflação. Carne e peixe deverão subir cerca de 7%, enquanto o pão terá apenas uma ligeira subida abaixo da inflação.
A eletricidade ficará 1% mais cara no mercado regulado, mas poderá reduzir-se entre 0,5% e 1% no mercado liberalizado, dependendo do operador. A água e o gás natural terão ajustes moderados, enquanto os preços dos bilhetes da CP, Carris e Metro sofrerão aumentos entre 5 cêntimos e 50 cêntimos, dependendo do tipo de transporte.
Nos serviços de telecomunicações, NOS, Meo e Vodafone vão atualizar os preços em linha com a inflação, exceto para alguns segmentos específicos. Os CTT aumentarão os serviços postais em média 6,2% a partir de fevereiro.
O IMI será atualizado apenas para construções novas ou reavaliadas, enquanto as portagens sobem 2,29%, com algumas isenções em autoestradas selecionadas.
Medicamentos até 30 euros mantêm o preço, e termina a isenção da comissão de amortização antecipada em créditos à habitação a taxa variável. A taxa de juro do crédito bonificado para pessoas com deficiência aumenta ligeiramente, refletindo a evolução da Euribor.
No geral, apesar de uma inflação moderada e benefícios fiscais, os portugueses vão lidar com aumentos significativos em alguns produtos e serviços do dia a dia em 2026.
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