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Gouveia e Melo sobe o tom contra Montenegro: "O Presidente não pode ser uma marioneta"
Publicado em 06/01/2026 00:00
Política
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O candidato presidencial acusa o Primeiro-Ministro de tentar manipular a escolha dos eleitores e posiciona-se como o "árbitro" fora do sistema político tradicional.

Henrique Gouveia e Melo não deixou sem resposta as recentes críticas de Luís Montenegro, que o rotulou implicitamente como "populista". Em declarações durante uma visita a Campo Maior, o Almirante lançou um contra-ataque direto ao chefe do Governo, acusando-o de usar o cargo para tentar "condicionar" o resultado das próximas eleições presidenciais.

O aviso ao Governo

Gouveia e Melo manifestou o seu "desagrado" face à postura de Montenegro, lembrando que, embora este seja líder do PSD, é também o Primeiro-Ministro de todos os portugueses e terá de conviver institucionalmente com quem quer que vença o sufrágio.

"Luís Montenegro não pode condicionar os portugueses a escolherem o Presidente que ele acha que lhe dá jeito", afirmou o antigo Chefe do Estado-Maior da Armada, reforçando que Belém não deve ser um prolongamento do poder executivo.

A crítica aos "candidatos do sistema"

Sem mencionar nomes, o Almirante traçou um cenário de polarização entre os seus adversários diretos (referindo-se implicitamente a Marques Mendes e António José Seguro). Segundo o candidato, a corrida está dividida entre:

O candidato de apoio: Aquele que quer ser eleito para "ajudar" e servir o Governo.

O candidato de oposição: Aquele que procura o cargo apenas para confrontar o Executivo.

Gouveia e Melo posicionou-se no "centro político", defendendo que Portugal precisa de um Presidente que seja um árbitro equilibrado e não uma peça no jogo de interesses partidários.

Independência vs. Populismo

Ao rejeitar o rótulo de populista, o Almirante sublinhou que a sua candidatura se foca na estabilidade e na economia social. Para o candidato, a saúde do sistema democrático depende de um Chefe de Estado que não seja "opaco" e que garanta a fiscalização do Governo, especialmente num cenário onde não existe maioria absoluta no Parlamento.

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