Autarca de Figueiró dos Vinhos reforça pedido de socorro após devastação da depressão Kristin
Mau tempo extremo deixa o concelho severamente afetado, com múltiplos danos, isolamento e apelo ao Governo para decretar estado de calamidade
Publicado em 29/01/2026 09:44 • Atualizado 29/01/2026 09:47
Nacional
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O presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos voltou a lançar um apelo urgente ao Governo para que declare o estado de calamidade no concelho, depois de a passagem da depressão Kristin ter causado danos significativos e um cenário de destruição em larga escala na região Centro de Portugal. A tempestade afetou de forma severa diversas zonas do país, particularmente o distrito de Leiria, onde se situa o município.

Carlos Lopes descreveu a situação como extremamente crítica, com comunicações móveis e energia elétrica interrompidas em vastas áreas, e com muitas infraestruturas severamente danificadas. Informou que as dificuldades têm sido tão grandes que muitas localidades se encontram praticamente isoladas e com respostas de emergência limitadas.

A depressão Kristin, que atingiu o território português, provocou milhares de ocorrências em poucos dias, incluindo queda de árvores, danos em estradas e habitações, cortes de energia e a suspensão de serviços básicos. A região mais afetada foi Leiria, onde vários municípios — incluindo Figueiró dos Vinhos e a própria cidade de Leiria — apelaram às autoridades nacionais para medidas extraordinárias de apoio e recuperação.

Dados oficiais indicam que o mau tempo deixou centenas de milhares de clientes sem eletricidade em todo o país, com o distrito de Leiria a concentrar grande parte destes casos. A tempestade teve impacto também noutras regiões, levando ao registo de vítimas mortais e a um conjunto de prejuízos materiais que excedem as capacidades de resposta habitual dos municípios.

Perante este quadro, o autarca de Figueiró dos Vinhos apelou para que o Governo olhe com especial atenção para as necessidades urgentes da população e avalie rapidamente a possibilidade de decretar o estado de calamidade, o que permitiria desbloquear recursos adicionais para apoiar a recuperação das comunidades afetadas. 

Fotos: DR/ Gonçalo Lopes

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