Passe mais caro penaliza utentes do Tâmega e Sousa nas viagens em comboios urbanos
Publicado em 04/02/2026 10:19 • Atualizado 04/02/2026 10:21
Transportes
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Os utentes da região do Tâmega e Sousa passaram a enfrentar custos mais elevados para viajar nos comboios urbanos, na sequência da extinção do passe ferroviário monomodal da CP, no valor de 40 euros. A decisão foi tomada pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa e entrou em vigor no final de janeiro.

Este título mensal, em vigor desde 1 de julho de 2019, permitia viajar em todos os comboios da Linha do Douro e foi, na altura, apresentado como uma medida determinante para reduzir os encargos com o transporte ferroviário na região. Com o seu fim, deixa de existir uma opção exclusivamente ferroviária que inclua os serviços urbanos.

Atualmente, a única alternativa que permite utilizar os comboios urbanos é o passe combinado CP/Andante, com um custo mensal de 50 euros, representando um aumento significativo para muitos passageiros regulares. Em alternativa, os utentes podem adquirir o Passe Ferroviário Verde da CP, que custa 20 euros por 30 dias, mas cuja utilização está limitada a comboios regionais e inter-regionais, não sendo válido nos urbanos da Linha do Douro.

Esta mudança tem gerado descontentamento entre os passageiros, que veem reduzidas as opções de mobilidade acessível, sobretudo para deslocações diárias entre o interior da região e a Área Metropolitana do Porto. Para muitos utentes, o passe monomodal extinto era a solução mais ajustada às suas necessidades e possibilidades financeiras.

A CIM do Tâmega e Sousa ainda não avançou com explicações detalhadas sobre a decisão, enquanto os passageiros apelam a uma revisão da medida ou à criação de uma nova solução que permita o acesso aos comboios urbanos a um preço mais reduzido.

Fonte:JN / Foto:CP  /Hugo Amaral/

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