Este título mensal, em vigor desde 1 de julho de 2019, permitia viajar em todos os comboios da Linha do Douro e foi, na altura, apresentado como uma medida determinante para reduzir os encargos com o transporte ferroviário na região. Com o seu fim, deixa de existir uma opção exclusivamente ferroviária que inclua os serviços urbanos.
Atualmente, a única alternativa que permite utilizar os comboios urbanos é o passe combinado CP/Andante, com um custo mensal de 50 euros, representando um aumento significativo para muitos passageiros regulares. Em alternativa, os utentes podem adquirir o Passe Ferroviário Verde da CP, que custa 20 euros por 30 dias, mas cuja utilização está limitada a comboios regionais e inter-regionais, não sendo válido nos urbanos da Linha do Douro.
Esta mudança tem gerado descontentamento entre os passageiros, que veem reduzidas as opções de mobilidade acessível, sobretudo para deslocações diárias entre o interior da região e a Área Metropolitana do Porto. Para muitos utentes, o passe monomodal extinto era a solução mais ajustada às suas necessidades e possibilidades financeiras.
A CIM do Tâmega e Sousa ainda não avançou com explicações detalhadas sobre a decisão, enquanto os passageiros apelam a uma revisão da medida ou à criação de uma nova solução que permita o acesso aos comboios urbanos a um preço mais reduzido.
Fonte:JN / Foto:CP /Hugo Amaral/