O Governo quer avançar ainda este ano com a criação de um fundo nacional destinado a responder a catástrofes naturais e sismos, na sequência dos danos provocados pela tempestade Kristin. A iniciativa pretende dotar o país de um mecanismo financeiro de longo prazo para enfrentar fenómenos extremos, que se tornaram mais frequentes e severos.
O ministro das Finanças defende que Portugal precisa de estar melhor preparado para este novo cenário, sublinhando que eventos desta dimensão deixaram de ser excecionais. O fundo será inspirado em modelos internacionais e pensado para funcionar ao longo de várias décadas.
Quanto aos prejuízos causados pela tempestade, o Governo admite que possam ultrapassar os 2,5 mil milhões de euros já previstos em apoios. Ainda assim, garante que os primeiros apoios às famílias e empresas afetadas começarão a chegar muito rapidamente, com verbas disponíveis, o mais tardar, no início da próxima semana.
Apesar da pressão acrescida sobre a despesa pública, sobretudo com a reconstrução de infraestruturas, habitação e emprego, o Executivo mantém o compromisso de alcançar um excedente orçamental de 0,1% do PIB em 2026.
O Governo admite também a possibilidade de moratórias de crédito até 12 meses e reconhece falhas no sistema de comunicações de emergência, assumindo a necessidade de melhorias no SIRESP. O fundo para catástrofes é visto como um projeto estratégico de longo prazo, essencial para preparar o país para riscos que vieram para ficar.
Fonte:Cnn Portugal / Foto:MANUEL DE ALMEIDA