Risco de cheias leva Câmara de Coimbra a ordenar retirada preventiva de até 3 mil pessoas
Publicado em 10/02/2026 23:38 • Atualizado 10/02/2026 23:42
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Coimbra

A Câmara Municipal de Coimbra vai proceder à retirada preventiva de cerca de 2800 a 3000 pessoas das suas habitações, devido ao elevado risco de cheias do rio Mondego. A decisão foi anunciada esta terça-feira pela presidente do município, Ana Abrunhosa, que sublinhou tratar-se de uma medida de precaução face à possibilidade de inundações graves.

Em conferência de imprensa, realizada no edifício da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a autarca explicou que muitos residentes já abandonaram voluntariamente as zonas de maior risco, optando por ficar em casa de familiares. Ainda assim, o plano municipal prevê a ativação de locais de acolhimento para a população que necessite de apoio.

Como medida adicional, todas as escolas das freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila vão estar encerradas na quarta-feira. Estão também em curso evacuações em três lares da freguesia de São Martinho do Bispo.

A decisão foi tomada após a APA sinalizar o risco de rebentamento de diques do sistema hidrográfico do Mondego, na sequência de uma reunião que juntou os autarcas de Coimbra, Soure, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, bem como responsáveis da proteção civil regional e local. Segundo Ana Abrunhosa, o município está a atuar de forma antecipada e dispõe de todos os meios necessários para responder à situação.

As evacuações abrangem várias zonas ribeirinhas, nomeadamente Torres do Mondego e Ceira, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila, estando definidos espaços de acolhimento como a Casa do Povo de Ceira, a Escola Inês de Castro e a Escola de Taveiro.

A operação conta com o apoio da GNR, PSP, bombeiros, Exército e fuzileiros, bem como com equipas médicas, alimentação e transporte assegurados pelo município. A autarca alertou ainda para a previsão de chuva mais intensa na manhã de quarta-feira, garantindo que Coimbra está preparada para o pior cenário, embora espere que a situação se resolva sem consequências graves e permita o regresso rápido das populações às suas casas.

Fonte:JN / Foto:Paulo Novais

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