Quase 14 anos depois da explosão que atingiu os oleodutos do Porto de Leixões, o caso volta agora aos tribunais com pedidos de indemnização que ultrapassam os cinco milhões de euros. O processo cível começa a ser julgado no Tribunal da Póvoa de Varzim, em instalações dos bombeiros locais.
O acidente ocorreu em 2012, durante os trabalhos de desmontagem de um guindaste histórico, e esteve na origem de uma explosão seguida de incêndio. O sinistro provocou a morte de Volodymyr Holomsha, soldador que participava na operação.
Três gasolineiras, uma empresa de aluguer de gruas e uma companhia de seguros avançaram com ações contra a Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL), bem como contra as três empresas envolvidas na desmontagem do equipamento, reclamando compensações pelos danos materiais sofridos.
A viúva e o filho da vítima mortal também exigem indemnizações, alegando responsabilidades na condução dos trabalhos. O julgamento deverá agora apurar responsabilidades civis e determinar se as entidades envolvidas terão de responder pelos prejuízos humanos e materiais causados por um dos acidentes mais graves ocorridos no Porto de Leixões.
Fonte:JN / Foto:Arquivo RTP