Militar da GNR, esposa e irmão acusados de tráfico de 1,3 toneladas de cocaína pelo porto de Leixões
O Ministério Público aponta a existência de uma organização criminosa que usava uma empresa familiar para entrada e armazenamento da droga em Portugal.
Publicado em 11/02/2026 15:09
Justiça
Matosinhos

O Ministério Público (MP) acusou um militar da GNR, a sua esposa e um irmão de integrarem uma organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de cocaína, com entrada de mercadoria pelo porto de Leixões.

Segundo a Procuradoria-Geral Distrital do Porto, os arguidos utilizaram uma sociedade gerida pelo casal para receber e armazenar a droga, transportada em três contentores de peles bovinas vindos da República Dominicana, chegados ao porto de Leixões a 20 de julho de 2025. A carga continha cerca de 1.300 quilogramas de cocaína, correspondentes a mais de 5,5 milhões de doses individuais.

Após a chegada dos contentores, os irmãos receberam-nos no armazém da sociedade, localizado em Fafe, distrito de Braga. Ao aperceber-se de que a carga tinha sido revista pelas autoridades, o militar tentou criar uma versão para disfarçar a sua responsabilidade e instruir a companheira a eliminar comunicações sobre o transporte da droga.

A Polícia Judiciária acompanhou toda a operação e deteve os envolvidos no armazém, estando desde então sujeitos a prisão preventiva.

 

O MP acusa os três arguidos de tráfico de estupefacientes e associação criminosa, enquanto o casal e a empresa gerida por ambos estão também acusados de branqueamento de capitais. A acusação foi apresentada em 5 de fevereiro na 1.ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP).

Fonte:JN / Foto:Arquivo

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