Caracas, 28 de junho de 2026 (Lusa) — O balanço oficial de vítimas mortais causadas pelos violentos sismos que abalaram o norte da Venezuela na passada quarta-feira foi atualizado para pelo menos 1.450 mortos. O dado foi avançado este domingo por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional do país.
"No boletim de hoje informamos que o número de mortos do desastre natural mais brutal que o nosso país já sofreu atingiu as 1.450 pessoas", declarou o responsável político numa intervenção transmitida pela estação televisiva estatal VTV, com eco na agência de notícias EFE. O registo anterior fornecido pelas equipas de socorro apontava para 1.430 óbitos.
No que diz respeito à comunidade estrangeira e de dupla nacionalidade, a tragédia tocou diretamente Portugal: o Ministério dos Negócios Estrangeiros mantém a confirmação de 51 vítimas mortais entre cidadãos portugueses e lusodescendentes, havendo ainda o registo alarmante de 84 pessoas que continuam desaparecidas ou sem possibilidade de contacto. Em resposta à crise humanitária, diversas nações europeias, incluindo Portugal, mobilizaram e enviaram equipas especializadas em busca e salvamento para o terreno.
Os dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos detalham que a catástrofe foi desencadeada por dois sismos de grande magnitude, localizados a sensivelmente 200 quilómetros de Caracas. Os abalos ocorreram de forma quase simultânea, com um intervalo inferior a 60 segundos, gerando um efeito dominó que resultou em mais de duas dezenas de réplicas nas horas seguintes.
A violência dos sismos provocou o colapso e danos estruturais severos em dezenas de habitações e edifícios comerciais. O cenário de destruição é particularmente visível na área metropolitana de Caracas e na província costeira de La Guaira, identificada como uma das zonas mais fustigadas pelo desastre.