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Presidente do parlamento libanês diz que acordo com Israel “não será aceite”
Nabih Berri rejeita os termos do pacto assinado em Washington por considerar que prejudica os direitos do Líbano, enquanto Israel avança com a destruição de infraestruturas do Hezbollah.
Por Redação
Publicado em 29/06/2026 07:51
International
@Lusa

Beirute, 29 de junho de 2026 (Lusa) — O líder do Parlamento do Líbano, Nabih Berri, que mantém uma aliança próxima com o grupo xiita Hezbollah, assegurou esta segunda-feira que o acordo-quadro mediado pelos Estados Unidos com Israel está condenado ao fracasso por não salvaguardar os interesses e direitos soberanos libaneses.

"Este acordo não será aprovado e não será implementado na sua forma atual", vincou Berri através de uma nota oficial emitida pelo seu partido, o Movimento Amal. No documento, o responsável político classifica o entendimento como um conjunto de imposições unilaterais que violam as garantias que o Líbano exige para si.

O plano em causa foi assinado na última sexta-feira, em Washington, com o propósito declarado de lançar as bases para uma paz de longo prazo entre os dois países vizinhos. Entre os pontos mais sensíveis e controversos do documento está a exigência do desarmamento total das forças do Hezbollah.

Paralelamente ao impasse diplomático, a tensão militar no terreno continua a subir. Apenas 48 horas após a assinatura do memorando nos Estados Unidos, as forças armadas de Israel procederam à demolição de um túnel de grandes dimensões edificado pelo Hezbollah na região sul do Líbano. A operação foi confirmada no domingo num comunicado conjunto assinado pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e pelo seu ministro da Defesa, Israel Katz.

De acordo com as autoridades de Telavive, a estrutura subterrânea estendia-se por mais de 200 metros de comprimento e atingia uma profundidade superior a 25 metros. No seu interior, foram localizadas centenas de armas e diversas plataformas de lançamento que estariam prontas para fustigar o território e a população civil de Israel. O governo israelita assegurou ainda ter avisado antecipadamente a administração norte-americana e o seu enviado especial em Beirute antes de avançar com a detonação.

O impacto da destruição foi audível na região. Um correspondente da agência France-Presse (AFP) na cidade de Tiro, localizada a cerca de dez quilómetros da área da explosão — junto à localidade de Majdal Zoun —, relatou ter visto colunas de fumo no horizonte. O receio de novas operações militares levou a que muitos moradores das aldeias vizinhas abandonassem as suas casas logo após os alertas difundidos pelos canais de informação libaneses.

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