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Chegada de mais militares dos EUA para intensificar a ajuda após sismos na Venezuela
Forças norte-americanas assumem controlo logístico para reabrir vias aéreas e marítimas cruciais, numa altura em que os sismos já provocaram pelo menos 53 vítimas mortais portuguesas e lusodescendentes.
Por Redação
Publicado em 29/06/2026 07:55
International
@Lusa

Washington, 29 de junho de 2026 (Lusa) — O Exército dos Estados Unidos confirmou este domingo o envio de contingentes militares adicionais para a Venezuela. O objetivo desta mobilização é agilizar a receção de ajuda humanitária por via aérea e coordenar a reabertura de uma infraestrutura portuária vital, após o país ter sido assolado por dois violentos sismos na semana passada.

O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, que serve de porta de entrada para a capital, Caracas, conseguiu retomar as operações de forma parcial no sábado. A infraestrutura tinha sofrido danos consideráveis devido aos sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que abalaram a região na passada quarta-feira, provocando uma fasquia trágica de pelo menos 1.450 mortos.

De acordo com o Comando Militar dos Estados Unidos para a América Latina e as Caraíbas (Southcom), cerca de uma centena de operacionais da Força Aérea já se encontram em solo venezuelano. Estes militares têm a missão de colaborar com as equipas locais para otimizar e expandir a capacidade de tráfego aéreo na receção e envio de bens essenciais.

Nas próximas 24 horas, está prevista a chegada de um novo grupo composto por cerca de 130 fuzileiros navais ao porto de La Guaira. Esta zona portuária do norte da Venezuela foi fortemente fustigada pelos abalos. A equipa do Southcom terá como prioridade desimpedir o porto, viabilizando o desembarque de mantimentos, equipamentos pesados e bens de primeira necessidade através do mar para socorrer as populações mais fustigadas. Para apoiar estas operações, as forças americanas disponibilizaram ainda aviões e helicópteros.

Esta nova vaga junta-se aos mais de 250 militares e três equipas de resgate que os Estados Unidos já tinham destacado para o território venezuelano no início da crise para tentar localizar sobreviventes entre os escombros. Quase quatro dias após o desastre, o cenário continua desolador. As Nações Unidas estimam que o número de cidadãos desaparecidos ultrapasse os 50 mil, enquanto os dados oficiais apontam para a existência de 3.150 feridos.

A tragédia toca de perto a comunidade portuguesa radicada na Venezuela. Entre as mortes confirmadas, contam-se pelo menos 53 cidadãos portugueses e lusodescendentes, estando ainda 83 pessoas desta comunidade dadas como desaparecidas ou incontactáveis.

Portugal está entre o grupo de nações que enviou equipas especializadas de busca e salvamento para o terreno. A comitiva portuguesa instalou a sua base de operações na localidade de Catia la Mar, inserida precisamente na região de La Guaira, uma área caracterizada por uma forte densidade de residentes de origem portuguesa.

Os sismos gémeos de magnitude 7,2 e 7,5 registaram-se no dia 24 de junho a cerca de 200 quilómetros de Caracas. Segundo dados recolhidos pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos, os dois abalos principais ocorreram com uma diferença inferior a um minuto e desencadearam mais de duas dezenas de réplicas, deitando por terra ou danificando severamente dezenas de habitações e edifícios na capital e no litoral de La Guaira.

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