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Rússia poderá atacar NATO após fim do conflito na Ucrânia — Países Baixos
Ministério da Defesa holandês alerta que Moscovo se prepara para um embate de longo prazo com a Europa e planeia reforçar investimento em drones.
Por Redação
Publicado em 29/06/2026 16:42
International
@Lusa

Haia, 29 jun 2026 (Lusa) – O Ministério da Defesa dos Países Baixos emitiu hoje um aviso sério, indicando que a Rússia pode vir a desencadear uma ofensiva militar de moldes contidos contra um Estado-membro da NATO cerca de 12 meses após a conclusão das hostilidades na Ucrânia. Na sua mais recente análise estratégica anual, as autoridades de Haia sublinharam que o continente europeu atravessa atualmente um período de indefinição entre a estabilidade e o conflito aberto. Perante este cenário, o país comprometeu-se a expandir as verbas destinadas à sua segurança, focando-se prioritariamente no desenvolvimento de tecnologias autónomas e sistemas não tripulados.

As secretas holandesas sustentam que o Kremlin está a delinear planos para uma confrontação duradoura com o bloco europeu. De acordo com os responsáveis, a hipótese de uma investida militar circunscrita contra a aliança transatlântica é uma realidade plausível no cenário mais gravoso delineado pelos analistas. Esta tomada de posição ganha relevo numa altura em que a NATO acerta os últimos detalhes para a sua próxima cimeira em Ancara, na Turquia, agendada para o início de julho, onde as movimentações russas vão dominar a agenda de trabalhos. Paralelamente, o líder da organização, Mark Rutte, já tinha sinalizado que Moscovo poderá dispor de condições para testar a força da NATO num horizonte de cinco anos.

Com vista a mitigar estes riscos, os Países Baixos traçaram a meta de garantir que metade dos seus meios operacionais funcione sem intervenção humana direta no espaço de cinco anos. Para operacionalizar a medida, o executivo de Haia vai avançar com a criação de um centro tecnológico especializado na conceção de drones projetados para neutralizar outros aparelhos aéreos não tripulados. A ministra da Defesa do país, Dilan Yesilgoz, enfatizou que o grande desafio atual passa por perceber se a Europa conseguirá erguer defesas robustas a tempo de salvaguardar os seus valores fundamentais, classificando a situação como uma urgência geracional.

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