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Primeiros portugueses resgatados chegaram esta madrugada a Figo Maduro
A aeronave militar KC-390 aterrou em Lisboa com 19 cidadãos nacionais que escaparam ao violento sismo na Venezuela, o qual já provocou dezenas de vítimas mortais portuguesas.
Por Redação
Publicado em 30/06/2026 07:56
International
@Lusa

Lisboa, 30 jun 2026 (Lusa) – O avião Embraer KC-390 da Força Aérea Portuguesa, vindo diretamente da Venezuela com 19 cidadãos nacionais a bordo, completou a sua rota de evacuação esta terça-feira ao aterrar na Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa, pelas 05:18. A confirmação do horário da operação aérea foi obtida através dos registos digitais da plataforma internacional de monitorização de tráfego AirNav Radar. O balanço inicial avançado pelo ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, apontava para a retirada de 17 pessoas, tendo o indicador sido atualizado esta manhã para 19 passageiros, numa missão que chegou a ter a Base Aérea de Beja delineada como o ponto original de receção em solo português.

Este grupo de 19 passageiros integra a primeira vaga de cidadãos repatriados pelo Estado na sequência do sismo devastador que abalou o território venezuelano no passado dia 24 de junho. Os dados oficiais mais recentes, partilhados pelo líder da Assembleia Nacional daquele país, Jorge Rodríguez, contabilizam já um mínimo de 1.719 vítimas mortais e mais de cinco mil feridos civis. Entre as fatalidades validadas pelas autoridades locais, encontram-se pelo menos 53 cidadãos de nacionalidade portuguesa ou com dupla nacionalidade, permanecendo ainda em paradeiro desconhecido ou incontactáveis outros 89 indivíduos da comunidade lusa, num cenário de crise humanitária onde as Nações Unidas estimam que o volume global de desaparecidos ultrapasse as 50 mil pessoas.

Perante a catástrofe, Portugal integrou de imediato o contingente internacional de apoio, enviando equipas especializadas em missões de busca e salvamento para o terreno, em articulação com outras nações da União Europeia. O titular da pasta da Defesa reiterou que os ramos das Forças Armadas mantêm uma prontidão total e ininterrupta para reforçar o apoio logístico e de transporte solicitado pelas equipas locais. Nuno Melo esclareceu ainda que, até ao momento, o Ministério não recebeu qualquer requerimento formal por parte das famílias afetadas no sentido de viabilizar o transporte ou a trasladação dos corpos das vítimas mortais para território continental.

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