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Rússia sem cenários de retomar o diálogo com a NATO
Moscovo considera "impensável" reatar pontes com a Aliança Atlântica e nega planos de ataque, enquanto os aliados europeus alertam para um confronto a longo prazo.
Por Redação
Publicado em 01/07/2026 20:32
International
@Lusa

Moscovo, 01 jul 2026 (Lusa) – O governo russo assegurou hoje que as condições atuais tornam completamente inviável qualquer aproximação diplomática ou a normalização das relações com a NATO. A poucos dias da cimeira da Aliança Atlântica, agendada para decorrer na Turquia, a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, classificou como "impensável" a retoma do diálogo e acusou a organização ocidental de continuar a alimentar uma rota de escalada de tensões, exigindo que o Ocidente abandone a sua postura hostil face a Moscovo.

Apesar do corte nas conversações, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros garantiu que o Kremlin não guarda intenções belicistas contra os Estados-membros da NATO ou da União Europeia. Estas declarações surgem em resposta direta aos recentes relatórios de segurança europeus, nomeadamente dos Países Baixos, que apontam para a possibilidade de a Rússia iniciar uma ofensiva militar limitada contra território aliado cerca de um ano após o desfecho do conflito na Ucrânia.

O clima de desconfiança mútua domina os preparativos para o encontro de Ancara, marcado para os dias 7 e 8 de julho, onde a estratégia de defesa europeia e o papel da Rússia estarão no topo da agenda. Paralelamente, em Berlim, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, desvalorizou o impacto da suspensão direta de envio de armamento norte-americano este ano, clarificando que o fluxo de apoio militar a Kiev se mantém ativo e robusto através de um modelo em que os aliados europeus e o Canadá financiam a aquisição de equipamentos fabricados nos Estados Unidos.

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