EUA adotam "Pirâmide Invertida": a nova e polémica aposta na "comida real"
Publicado em 18/01/2026 09:30
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Os Estados Unidos introduziram uma mudança radical nas suas recomendações alimentares, substituindo o tradicional modelo "MyPlate" por uma controversa pirâmide invertida. A nova diretriz, impulsionada pela agenda de saúde pública da administração americana sob o lema "Make America Healthy Again", privilegia o consumo de alimentos naturais e minimamente processados, colocando as proteínas e as gorduras saudáveis no topo das prioridades diárias.Ao contrário do modelo europeu e português, que se baseia no equilíbrio da dieta mediterrânica, este novo guia norte-americano promove uma ingestão de proteínas significativamente mais elevada (entre 1,2 a 1,6 g por quilo de peso) e reabilita o papel de gorduras naturais, como o azeite, o abacate e até a manteiga. Em sentido contrário, os hidratos de carbono refinados e os açúcares são drasticamente despromovidos, ocupando a base estreita do triângulo ou sendo mesmo excluídos das recomendações principais.

A medida não é consensual e está a dividir a comunidade científica. Enquanto alguns especialistas elogiam o combate feroz aos alimentos ultraprocessados — uma das causas principais da crise de obesidade e diabetes no país —, outros alertam para os riscos de uma dieta tão centrada na proteína animal e na gordura saturada. Nutricionistas sublinham que a evidência científica para um consumo proteico tão elevado não é robusta para toda a população, contrastando com o modelo europeu, que continua a defender a diversidade e o consumo de cereais integrais como pilares de uma vida saudável.

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