Um estudo conduzido pela Universidade do Porto concluiu que idosos que vivem com sentimentos de solidão tendem a utilizar mais recursos de saúde do que aqueles que mantêm relações sociais mais ativas e têm uma rede de apoio mais ampla.
A investigação, que inquiriu mais de 300 pessoas idosas no Baixo Alentejo, indica que a sensação de isolamento está associada a um maior número de consultas médicas, uso frequente de medicamentos e uma maior necessidade de cuidados de saúde em geral. Esses padrões podem estar ligados à forma como a solidão influencia o bem‑estar físico e mental dos mais velhos, levando a que procurem mais apoio clínico.
Especialistas sublinham que a solidão não é apenas um problema social, mas também um fator que pode agravar condições de saúde, aumentar a pressão sobre serviços médicos e influenciar a qualidade de vida na terceira idade. Estudos anteriores mostraram que a solidão pode estar associada à polimedicação, maior consumo de serviços de emergência e riscos agravados de depressão e outras patologias entre pessoas mais idosas.
Os resultados reforçam a importância de políticas públicas e iniciativas comunitárias que promovam a convivência social, o envelhecimento ativo e o apoio especializado para reduzir o impacto negativo da solidão na saúde dos idosos.
Fonte:Lusa / Foto:Junior Reis