Falhas no SIRESP e Resposta à Tempestade Kristin Levam Ministra ao Parlamento com Urgência
Publicado em 04/02/2026 12:59
Política
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A Comissão de Assuntos Constitucionais deu "luz verde" unânime para ouvir Maria Lúcia Amaral. Em causa estão o apagão das comunicações de emergência e a gestão política da depressão que já provocou 10 vítimas mortais.

O Governo vai ter de prestar esclarecimentos imediatos sobre o que falhou durante a passagem da tempestade Kristin por Portugal. Numa decisão consensual, os deputados aprovaram esta quarta-feira a audição urgente da ministra da Administração Interna e do secretário de Estado da Proteção Civil, focando-se especialmente nas graves deficiências da rede SIRESP.

O "apagão" em debate

A iniciativa partiu do Chega e da Iniciativa Liberal, após relatos críticos vindos do terreno. Marta Ferreira Silva, deputada liberal, destacou o caso da Batalha, onde o sistema de comunicações terá colapsado em pleno temporal. O debate parlamentar deverá ainda abordar a falta de liderança na estrutura do SIRESP — sem presidente há mais de dois anos — e o atraso nas conclusões do grupo de trabalho que deveria reformular o sistema após incidentes anteriores.

Autarcas ficam de fora

Apesar do consenso no que toca aos governantes, o Parlamento dividiu-se quanto à audição dos presidentes de câmara de Leiria e Coimbra. A proposta do Chega para ouvir os autarcas foi chumbada pela direita (PSD e CDS) e contou com a abstenção do PS. Os partidos da maioria argumentaram que o papel da Assembleia da República é fiscalizar o Governo e não o poder local, sublinhando que os autarcas devem permanecer focados na recuperação das populações.

O rasto da tempestade

Enquanto o debate político sobe de tom, o balanço da Kristin permanece pesado:

Vítimas: 10 mortos confirmados (cinco diretos e cinco indiretos, entre quedas e intoxicações).

Danos: Centenas de desalojados, infraestruturas destruídas e cortes severos de energia e água.

Estado de Calamidade: Em vigor em 68 concelhos até domingo.

Luís Montenegro, confrontado com as críticas à atuação da ministra, tentou afastar a pressão política, afirmando que o executivo está "concentrado em resolver problemas" e não em reagir a polémicas. Contudo, a audição agora aprovada garante que a equipa ministerial terá de enfrentar o escrutínio dos deputados nos próximos dias.

Fonte - Agência Lusa

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