Aguiar-Branco quebra silêncio sobre as Presidenciais: “Não tenho dúvidas em quem vou votar”
O Presidente da Assembleia da República reafirma o seu dever de neutralidade institucional perante a disputa entre António José Seguro e André Ventura, mas admite já ter uma decisão tomada para o próximo domingo.
Publicado em 05/02/2026 14:53 • Atualizado 05/02/2026 14:56
Política
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A poucos dias da decisiva segunda volta das eleições presidenciais, a segunda figura do Estado, José Pedro Aguiar-Branco, veio a público apelar ao voto dos portugueses, deixando também uma nota pessoal sobre a sua própria escolha. Em declarações prestadas após uma visita ao Corpo Nacional de Escutas, o Presidente da Assembleia da República (PAR) foi perentório: embora o cargo lhe exija distância, a sua convicção como cidadão é total.

"A única coisa que posso dizer é que eu não tenho dúvidas em quem vou votar", afirmou Aguiar-Branco, sem, no entanto, revelar o nome que irá marcar no boletim de voto.

Questionado sobre o perfil político que desejaria ver no próximo Chefe de Estado — que será decidido entre o antigo líder socialista António José Seguro e o líder do Chega, André Ventura — Aguiar-Branco refugiou-se no rigor institucional. Segundo o PAR, a sua posição exige uma "obrigação de manter equidistância" durante todo o processo eleitoral, tal como já havia feito na primeira volta.

Aguiar-Branco explicou que, caso não estivesse a exercer as atuais funções parlamentares, não teria qualquer problema em declarar abertamente o seu apoio, mas sublinhou que a "exigência da segunda figura do Estado" o obriga a um recato público sobre a sua preferência política.

Para além da sua posição individual, o foco de Aguiar-Branco centrou-se na importância da participação democrática. Num momento em que o país se prepara para escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente da Assembleia da República reforçou que a eleição presidencial é o "momento mais solene" da expressão popular.

"Apelava a que, na medida em que haja condições para se poder exercer o direito de voto, que ele aconteça", sublinhou, classificando este ato eleitoral como uma peça fundamental da estrutura da sociedade portuguesa.

As urnas abrem no próximo domingo para decidir o futuro inquilino do Palácio de Belém, numa das eleições mais polarizadas da história recente da democracia portuguesa.

Fonte:Lusa / Foto:Filipe Amorim

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