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Kim reitera foco na força nuclear e em defesa norte-coreana em sessão plenária
Líder da Coreia do Norte exige meios militares para "superar o mundo", ordena a construção célere de um cruzador de mísseis e critica Seul, Washington e o Japão.
Por Redação
Publicado em 23/06/2026 07:56
International
@Lusa

Seul, 23 jun 2026 (Lusa) — O regime de Pyongyang voltou a colocar o reforço do seu arsenal nuclear e das capacidades de defesa no centro da sua estratégia, com o objetivo declarado de atingir um patamar militar que lhe permita "superar o mundo". As diretrizes foram dadas pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un, durante a reunião plenária do Comité Central do Partido dos Trabalhadores, que decorreu entre sábado e segunda-feira.

Segundo as informações partilhadas pela agência de notícias estatal KCNA, o desenvolvimento contínuo e autónomo destas armas de destruição maciça foi justificado pelo partido como a única resposta eficaz perante a instabilidade e a imprevisibilidade do atual cenário político e militar a nível global.

No plano naval, Kim Jong-un deu instruções específicas para acelerar o processo de construção de um cruzador estratégico de 10 mil toneladas preparado para o lançamento de mísseis, cujo projeto tinha recebido luz verde no início de abril deste ano. Adicionalmente, o líder sublinhou a urgência em blindar a segurança na fronteira com a Coreia do Sul e em edificar novas bases destinadas às frotas da marinha do país.

Ataques diplomáticos e a frente anti-imperialista No campo das relações externas, a Coreia do Sul voltou a ser catalogada por Kim como o "Estado mais hostil", numa altura em que o líder norte-coreano acusa Seul e os Estados Unidos de inflamar as tensões na região através da realização de exercícios militares conjuntos e de reuniões do Grupo Consultivo Nuclear (GCN). Refira-se que, em meados deste mês, Washington e Seul decidiram voltar a incluir formalmente a exigência de desnuclearização de Pyongyang nos seus relatórios oficiais.

A retórica agressiva estendeu-se ao Japão, rotulado por Kim de "Estado de guerra", e à Europa, com críticas dirigidas a um alegado "neonazismo ucraniano" — uma posição alinhada com Moscovo, país com o qual Pyongyang tem cooperado através do envio de tropas para o terreno.

Por fim, e apesar de o relatório oficial da KCNA não referir diretamente o governo de Pequim, o governante norte-coreano fez um apelo ao estreitamento de laços com as potências "anti-imperialistas", escassas semanas após o Presidente da China, Xi Jinping, ter visitado Pyongyang e sugerido uma maior cooperação e intercâmbio no domínio militar entre os dois países.

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