Pais, professores e funcionários de escolas privadas de ensino especial manifestaram-se esta segunda-feira em Lisboa, junto ao Ministério da Educação, para exigir um aumento das verbas por aluno, alertando para o risco de encerramento de cinco colégios que atendem quase 500 crianças e jovens.
O presidente da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular (AEEP), Rodrigo Queiroz e Melo, explicou que o valor atual atribuído pelo ministério, de 651 euros por aluno, não cobre os custos de salários e funcionamento, sendo insuficiente face às necessidades reais, que rondam os 1.000 euros por aluno. Sem atualização, as escolas enfrentam “ruptura financeira”.
Durante a manifestação, familiares relataram casos concretos, como o de Gustavo, um jovem com autismo que passou de uma escola pública, onde sofreu bullying, para o Colégio Bola de Neve, com melhorias significativas no seu percurso educativo.
Isabel Beirão, diretora do Colégio Eduardo Claparede, confirmou a situação crítica: a escola, com 84 alunos e 30 profissionais, já esgotou as verbas disponíveis e corre risco de fechar, alertando que as condições físicas do colégio, com 72 anos de existência, também se têm degradado. A falta de atualização das verbas, prometida em 2022, coloca os estabelecimentos “no limite” e ameaça a continuidade do ensino especializado para centenas de crianças.
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