Escolas portuguesas obrigadas a improvisar para evitar turmas sem aulas
Publicado em 17/01/2026 09:00
Educação
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Inquérito revela que 75% dos estabelecimentos de ensino recorreram a profissionais sem formação específica em ensino para colmatar a falta de professores no primeiro período.A crise na educação obrigou a maioria das direções escolares a adotar soluções de emergência no arranque deste ano letivo. Segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo movimento Missão Escola Pública, a escassez de docentes qualificados levou a que três em cada quatro escolas tivessem de contratar profissionais que não possuem o mestrado via ensino, requisito habitual para a profissão.

O levantamento, que contou com a participação de 222 diretores de agrupamentos de norte a sul do país, traça um cenário de grande pressão logística. Perante a dificuldade em atrair candidatos para as vagas disponíveis, a prioridade das escolas foi garantir que os alunos não ficassem sem aulas, mesmo que isso implicasse recorrer a técnicos com habilitação própria (formação na área da disciplina), mas sem a componente pedagógica concluída.

Um problema de "norte a sul"

A dificuldade em preencher horários não é um fenómeno isolado, afetando escolas de diversas dimensões e contextos sociais. O inquérito demonstra que a falta de professores se tornou um obstáculo estrutural, forçando as direções a uma gestão de crise constante para preencher os "horários vazios" que persistem no sistema público.

Para o movimento Missão Escola Pública, estes resultados são o reflexo de um setor que continua a debater-se com a baixa atratividade da carreira, deixando as escolas sem alternativas senão o recurso a soluções provisórias para assegurar o funcionamento das atividades letivas.

Fonte- Agência Lusa / Foto:Redação

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