Macron propõe eurobonds para financiar transição ecológica, IA e tecnologia quântica na UE
Presidente francês defende emissão conjunta de dívida europeia para reforçar competitividade, reduzir dependência do dólar e integrar mercados internos
Publicado em 10/02/2026 08:50
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O Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu a criação de uma emissão conjunta de dívida dos 27 Estados-membros da União Europeia, os chamados eurobonds, para financiar investimentos estratégicos em transição ecológica, inteligência artificial e tecnologia quântica. O objetivo, afirmou Macron, é permitir que a UE não fique para trás em setores-chave e desafiar a hegemonia do dólar no mercado global.

Numa entrevista concedida a sete jornais europeus, incluindo Le Monde, The Economist e Süddeutsche Zeitung, Macron explicou que esta iniciativa representaria “uma capacidade de endividamento comum com visão de futuro” e alertou que não aproveitar esta oportunidade seria um “grave erro”. Segundo ele, o mercado global procura alternativas ao dólar e a dívida europeia poderia assumir esse papel.

Macron sublinhou ainda que a Europa deve reforçar a integração econômica e financeira, simplificando o mercado interno, unificando o direito comercial e consolidando os mercados de capitais e as redes elétricas. “O mercado nativo para as nossas empresas não pode ser vinte e sete mercados diferentes, mas 450 milhões de pessoas”, destacou.

O Presidente francês defendeu também a diversificação das parcerias comerciais, mencionando o recente acordo da UE com a Índia como um exemplo de nova fonte de crescimento e redução de dependências. Sobre o acordo com o Mercosul, Macron considerou-o desatualizado e mal negociado, afirmando que não traria os benefícios nem os prejuízos anunciados por alguns setores.

No domínio industrial, Macron reafirmou o apoio ao projeto do futuro avião de combate europeu (SCAF), salientando a importância de avançar apesar de eventuais tensões entre França e Alemanha. O chefe de Estado francês concluiu que a UE precisa de um “despertar” em termos económicos, financeiros, de defesa, segurança e democracia, apelando a uma estratégia conjunta para reforçar competitividade e autonomia europeias.

Fonte:CNN Portugal / Foto:Getty Images 

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