As autoridades egípcias intervieram esta terça-feira para cancelar um evento polémico que estava agendado para uma discoteca no Cairo. A festa, que utilizava o nome do falecido predador sexual norte-americano Jeffrey Epstein como "tema" promocional, gerou uma onda de indignação nas redes sociais e culminou na detenção do seu promotor.
Intervenção e falta de licenciamento
O Ministério do Interior do Egito confirmou que a operação ocorreu após a circulação de vídeos publicitários que convidavam o público para o evento, prometendo entrada gratuita para mulheres. Para além da natureza ofensiva da temática, o governo sublinhou que os organizadores não possuíam as autorizações legais necessárias para realizar a reunião.
Denúncia pública
O caso ganhou tração após uma denúncia formal apresentada por uma cidadã, que manifestou revolta perante a utilização de uma figura associada a crimes de exploração sexual para fins de entretenimento noturno. A rápida reação das forças de segurança impediu que a celebração — marcada para a noite de hoje — chegasse a acontecer.
"A promoção de eventos que glorificam ou banalizam figuras criminosas constitui uma afronta aos valores públicos", referiram fontes ligadas ao processo, reforçando a política de tolerância zero para eventos clandestinos na capital.
Fonte - Agência Lusa